quinta-feira, 10 de março de 2011

Você.

Não sei como tudo foi acontecer. Lembro-me de uma noite triste, em que minhas certezas haviam sumido, e minha única saída foi orar. Orar para ter certeza, para viver para mais alguém, para me sentir importante, me sentir amada.
Dizem que Deus é tão poderoso, que não faz nada errado. Eu também cresci acreditando nisso. E quer saber, eu ainda acredito. Olhar em seus olhos e ver todo o meu futuro foi um dos momentos mais mágicos que passei. Seu sorriso me passa tanta segurança, que quando estou com você, às vezes nem presto atenção em suas palavras. Só o seu sorriso me basta.
Mas isso me invadiu de tal forma que não consigo chegar em casa e chorar a tristeza de não poder te chamar de meu, de não poder dar-lhe a mão e me deixar ser guiada por você. Meus conhecidos pensam que estou enlouquecendo, e que devo comunicar-lhe o que está havendo. O que eles não entendem é que eu simplesmente perco todas as palavras, ensaiadas no espelho do banheiro, quando ouço sua voz. Essa minha insegurança me corrói de tal maneira que eu sinto a dor no meu peito, não é emocional. Costumo dizer que o amor é uma doença... eu sinto náuseas, dores, eu choro à toa.
Não estou te culpando por nada, nem culpando a mim. Apenas fiz a Deus o seguinte pedido:
- Meu senhor, me sinto sozinha e triste. Preciso de alguém para chamar de amor, e confio no Senhor para me ajudar.
E realmente, eu confio. Confio tanto que penso que todo esse sofrimento vale a pena. Pois no momento em que eu te tocar, te beijar... As coisas vão fazer sentido. Eu vou entender até o porquê do padeiro me dar o troco com a mão direita.
É, eu acho que te amo.

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